Israel em Foco - Geral

    

 

QUADRO GERAL DE INFORMAÇÕES

 

ISRAEL

Nome oficial: Estado de Israel

O nome Israel (hebraico que significa "aquele que luta com Deus") tem sua origem na passagem do Géneses, primeiro livro da Bíblia e do Torah, na qual Jacob luta com um anjo e recebe deste o nome de Israel, após uma noite de luta corporal). Segundo as escrituras bíblicas Israel é a terra prometida por Deus aos hebreus, o berço do Judaísmo no século XVII a.C..

Capital Oficial : Jerusalém

Data Nacional (mutável) / Independência:   14 de Maio de 1948

Chefe de Estado: Presidente - Shimon Peres 

Chefe de Governo: Ehud Olmert  (1º Ministro)

Língua Oficial : Hebraico, Árabe

Maior cidade: Jerusalém

Dia de descanso: sábado

Moeda Nacional : 1 Novo Siclo (Shekel) NIS = 100 agorot

Hino Nacional : Hatikvá

População: 7,150.000 (2007)

Área - 21,900 km²

Densidade Demográfica: 286 hab. por km² (2003)

População Rural/Urbana: 10% e 90%, respectivamente (2002)

PIB: US$ 103,7 mil milhões (2002)

PIB per capita: US$ 15.773 (2002)

TLD (Internet) - .il

Código (prefixo) telefónico - 972

 

Composição do PIB:

Agricultura: 2% (2002)
Indústria: 17% (2002)
Serviços: 81% (2002)

 

Valor do Comércio Exterior: US$ 43,42 mil milhões (2002)

 

Principais produtos de exportação: diamantes polidos, equipamentos de comunicação electrónicos, médicos e científicos, produtos químicos, componentes electrónicos e computadores.

 

Principais produtos de importação: diamantes, máquinas, e aparelhos eléctricos, combustíveis e lubrificantes, consumo de produtos perecíveis, produtos químicos.

 

 

HATIKVÁ - A ESPERANÇA - O HINO DE ISRAEL

   

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A história de uma "Esperança"

Naftali Herz Imber, que nasceu em Zloczow, Polônia em 1856 e faleceu em Nova Iorque em 1909,
teve todas as características de boêmio e sonhador. Tendo recebido uma educação religiosa em sua infância e juventude, a Bíblia e o Talmud, como sua língua e mensagens lhe eram totalmente familiares.

O crescente movimento Judeu de retorno ao solo ancestral, Tzion, teve eco imediato em seu ser. A notícia da fundação da colónia hebraica "Petach Tikva", em 1878, inspirou-lhe a redacção de um poema em hebraico, que amou "Tikavatenu", ou seja, "nossa esperança".

Naqueles anos os versículos bíblicos serviam para elegerem-se os nomes das novas cidades e colónia que se construíam sobre terras arenosas ou em meio a pântanos.

Petach Tikva significa "a porta da esperança", expressão do profeta Oséas, capítulo 2, na qual se refere ao tempo em que Deus retornará a seu povo e então o vale sombrio será substituído pela "porta da esperança". Imber, por sua parte, inspirando-se no conceito de esperança, recordou o versículo do livro do profeta Ezequiel (37:11), que nos relata que o povo de Israel, desterrado na Babilónia pela hordas de Nabucodonosor, expressa "nossa esperança foi perdida". O poeta trocou a frase por "ainda não passou nossa esperança".

Em 1882 lê sua poesia aos agricultores de Rishon le Tzion - colônia também fundada a fins do século passado - que se entusiasmam com a mesma, e um deles, Samuel Cohen, lhe adapta uma melodia moldava.

Desde então começa a popularizar-se e a recitar-se na finalização dos distintos Congressos Sionistas. No 18º Congresso, realizado em Praga em 1933, foi adoptada formalmente como o hino do movimento sionista.

Este canto guarda dentro de si uma terrível intuição. O capítulo de Ezequiel que inspirou ao poeta, nos narra que o profeta teve a visão de um vale cheio de ossos secos, que representa a todo o povo de Israel que exclama: perdemos nossa esperança de continuar vivendo.

Frente ao qual Deus ordena ao profeta que diga a seu povo que Ele abrirá as tumbas que guardam aqueles ossos, os cobrirá de tendões, veias, artérias e carne, estenderá sobre ele pele, lhes insuflará espírito de vida e os trará à Terra de Israel. Não há quadro mais patético que este para descrever ao Povo Judeu depois da Shoá. Então, mais que em qualquer outro tempo, a terrível pergunta foi: Por acaso perdemos nossa esperança?

Naqueles anos de luta para a concretização do sonho milenar, este canto se transformou no hino oficial do Estado em formação. Foi entoado por todos os participantes ao iniciar-se o ato de Declaração da Independência, em 14 de Maio de 1948, e executado pela orquestra filarmónica nacional ao finalizar o ato.

Apesar disso, a Knesset, o parlamento de Israel, ainda não há havia decretado oficialmente como o hino do Estado; talvez porque a intuição indica que o hino final deve inspirar-se no segundo capítulo do livro de Isaías: "...de Tzion sairá a Lei e a palavra de D-s de Jerusalém, ...não levantará espada nação contra nação nem se exercitarão mais para a guerra."

Rabino Dr. Abraham Skorka
Reitor do Seminário Rabínico Latinoamericano "M:T: Meyer"
Rabino de la comunidad Bnei Tikva

MASORTI, Buenos Aires

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